A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), está a afetar também o Algarve, onde o sindicato indicou ter conhecimento de escolas encerradas em Silves, Albufeira e Lagoa. A paralisação levou ainda ao fecho de vários estabelecimentos de ensino nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal.
Em Lisboa, as aulas estavam suspensas durante a manhã na Escola Secundária José Gomes Ferreira, segundo a diretora do agrupamento de escolas de Benfica. A situação deverá ser reavaliada a partir das 13:00, com a mudança de turno dos funcionários.
Também a Escola Básica 1/2/3 Pedro de Santarém encerrou devido à greve dos profissionais não docentes, tal como a Escola Básica 2/3 Luís de Camões, a Escola Secundária D. Filipa de Lencastre e a Escola Básica de Telheiras.
Na Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, os alunos ficaram igualmente sem aulas.
Encerramentos registados em vários distritos
Na margem sul, no distrito de Setúbal, a Escola Básica 2, 3 Costa da Caparica também estava fechada.
Ainda no distrito de Lisboa, o cenário é o mesmo na Escola Secundária Damião de Goes, em Alenquer, e na Escola Básica D. António de Ataíde, em Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira.
Em Coimbra, a Escola Secundária Infanta Dona Maria também encerrou devido à greve.
Contactado pela Lusa por telefone, o dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Francisco Pinto, disse, cerca das 08:45, ter já conhecimento de “muitas escolas fechadas por todo o país”.
O dirigente sindical indicou que, em Lisboa, estão ainda encerradas as escolas dos agrupamentos de Olaias, Pedro Santarém, José Gomes Ferreira e Camões.
Sinape aponta escolas fechadas em Silves, Albufeira e Lagoa
“O panorama é idêntico por todo o país, temos conhecimento de escolas fechadas em Viseu, Pedras Salgadas, Aveiro, Coimbra, Silves, Albufeira, Lagoa, Palmela, Setúbal e Sesimbra, entre outras localidades. Pensamos que se vai concretizar o que pensávamos: uma sessão de 70% de trabalhadores não docentes”, disse.
Segundo o sindicato, a greve abrange trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.
Trabalhadores reivindicam carreiras próprias
De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes — técnicos superiores, assistentes técnicos e operacionais — reivindicam carreiras próprias, tendo em conta a especificidade das funções que desempenham.
O sindicato acrescenta que os trabalhadores “encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública”.
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