Uma casa é alvo de furto aproximadamente a cada 40 minutos em Portugal. Só em 2025, PSP e GNR registaram, em conjunto, 12.973 ocorrências de assaltos em residências, o equivalente a mais de 35 casos por dia.
Os números representam, ainda assim, uma melhoria face ao ano anterior. Em 2024 tinham sido contabilizados 14.095 furtos, o que significa que houve menos 1.122 ocorrências num ano.
PSP registou mais casos do que a GNR
Na área de responsabilidade da GNR, os furtos em residências passaram de 6.469 em 2024 para 6.275 em 2025. Já nas zonas abrangidas pela PSP, a descida foi de 7.626 para 6.698 ocorrências.
A maioria dos crimes registados pela PSP correspondeu a furtos cometidos através de arrombamento, escalamento ou utilização de chaves falsas.
Ao longo de 2025, a PSP deteve 180 pessoas por este tipo de criminalidade, das quais 107 estavam relacionadas com furtos através de arrombamento, escalamento ou utilização de chave falsa. A GNR realizou outras 132 detenções.
Faro lidera nos primeiros meses de 2026
Os furtos não desapareceram em 2026. Apenas nos primeiros cinco meses deste ano, a GNR contabilizou 2.344 ocorrências em residências e efetuou 54 detenções.
Faro destacou-se como o distrito com maior número de casos na área de responsabilidade da Guarda, com 371 ocorrências. Seguiram-se Porto, com 255, Lisboa, com 216, Setúbal, com 205, e Leiria, com 183.
Os números ajudam a explicar por que motivo as autoridades continuam a insistir em pequenos cuidados de segurança dentro e fora de casa.
Este erro pode denunciar que não está ninguém em casa
Um dos cuidados recomendados pela GNR é evitar deixar sinais evidentes de que uma habitação se encontra vazia. Um exemplo simples é permitir que a correspondência fique acumulada na caixa do correio durante uma ausência prolongada.
A Guarda aconselha a pedir a alguém de confiança que recolha o correio e a não deixar mensagens em portas, janelas ou caixas de correio que possam indicar que os moradores estão ausentes.
Há outro hábito cada vez mais relevante: anunciar nas redes sociais que se está de férias. A GNR recomenda que não seja divulgada a estranhos a ausência de casa, nomeadamente através da publicação de fotografias e da localização nas redes sociais.
Portas e janelas devem ficar sempre fechadas
Mesmo numa saída curta, a recomendação é fechar portas, janelas e portões de garagem. Quando existe um portão automático, a GNR aconselha, sempre que possível, a aguardar até que este fique completamente fechado antes de abandonar o local.
Alarmes, câmaras de videovigilância, óculos de porta e correntes de segurança são outras medidas apontadas pela Guarda para dificultar a entrada numa habitação. A autoridade recomenda ainda que não sejam deixadas no exterior ferramentas ou objetos que possam facilitar o acesso à casa.
Caso sejam detetados movimentos pouco habituais de pessoas ou veículos nas proximidades de uma residência, a indicação é comunicar a situação às autoridades. Em caso de furto, a GNR recomenda que o local seja preservado e que não sejam mexidos objetos antes da chegada dos militares, para permitir a recolha de eventuais vestígios.
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