O médico de 61 anos suspeito de ter violado uma paciente durante uma consulta numa unidade de saúde privada em Albufeira ficou em prisão preventiva, disse à Lusa fonte policial.
Detido pela Polícia Judiciária (PJ), o clínico foi ouvido em tribunal, que determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa. De acordo com a mesma fonte, a prisão preventiva poderá posteriormente ser substituída por prisão domiciliária.
O caso remonta a junho, quando o médico terá alegadamente submetido uma mulher de 52 anos a atos sexuais abusivos, a pretexto de um diagnóstico clínico, aproveitando-se da atividade profissional que exercia em regime de ambulatório.
PJ refere alegado abuso da condição profissional
Num “ambiente totalmente controlado pelo arguido”, este terá usado a sua condição profissional para cometer a alegada violação, indicou a PJ num comunicado divulgado na terça-feira.
O médico, com antecedentes policiais e criminais, foi anteriormente condenado por crimes contra a autodeterminação sexual ocorridos em diferentes unidades hospitalares privadas na região do Algarve, acrescentou a polícia.
Investigação permitiu emitir mandado de detenção
Durante a investigação, foram recolhidos elementos de prova que permitiram ao Ministério Público emitir o mandado de detenção, posteriormente cumprido pela PJ.
O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Albufeira.
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