Sociedade

Vigilante "barrou" permanência de bombeiros no interior de Pingo Doce de Loulé

POSTAL

30-05-2021

"Fomos abordados pelo segurança que nos informou que os bombeiros tinham que ficar na rua, a ver as outras pessoas entrar, e se tinham de beber café seria na rua", lamenta o subchefe dos Bombeiros Municipais de Loulé

Foto D.R.

O vigilante habitual do Pingo Doce, da Avenida Andrade de Sousa em Loulé, recusou a permanência no interior do supermercado de elementos dos Bombeiros Municipais de Loulé.

A denúncia foi feita por Victor Gonçalves, subchefe principal dos Bombeiros Municipais de Loulé, e está a causar grande indignação nas redes sociais.

Segundo Víctor Gonçalves, a situação aconteceu este sábado - véspera do Dia Nacional dos Bombeiros - pelas 8:30 da manhã, quando "uma equipa de Bombeiros Municipais de Loulé deram entrada no Pingo Doce (...) devidamente fardados e todos com mascara e vacinados com as duas doses".

Afirma que retiraram "a senha para o atendimento, como todas as outras pessoas que se encontravam no seu interior. Qual foi o meu espanto quando fomos abordados pelo segurança que nos informou que os bombeiros tinham que ficar na rua, a ver as outras pessoas entrar, e se tinham de beber café seria na rua".

Víctor Gonçalves diz que "isto seria aceitável se ao menos este 'supermercado' tivesse atendimento na rua e a sua lotação estivesse ao limite, mas não era o caso e continuaram a entrar pessoas".

O POSTAL contactou o gerente do Pingo Doce, Marco Encarnação, que não tendo autorização superior para falar sobre o caso, confirmou a ocorrência, mas estranhando no entanto a situação.

Segundo Marco Encarnação, "elementos dos bombeiros, bem como da GNR, tomam diariamente no interior o pequeno almoço e até voltam à tarde", "foi o caso deste domingo de manhã". Confirmou igualmente ao POSTAL que a permanência dentro da cafetaria está devidamente autorizada na atual fase de desconfinamento.

Sobre o vigilante, afirma que o mesmo não pertence aos quadros do Pingo Doce, pois presta serviços numa empresa de segurança, mas confirma que é o vigilante habitual e que, apesar de não ter registo de queixas sobre o mesmo, não estará de fora a possibilidade do mesmo se ter excedido nas suas funções.

Para o bombeiro Víctor Gonçalves é um "desrespeito e falta de critério" e vai mais longe ao afirmar que "fomos descriminados em pleno 2021 por um vigilante de supermercado".