Sociedade

Recaída do turismo é discutida em Faro

Henrique Dias Freire

Jéssica Sousa

30-04-2021

Várias entidades e profissionais do Algarve debatem e partilham a atual realidade problemática do setor do turismo para que surjam alternativas favoráveis a uma progressiva e sustentada recuperação

Foto Vítor Azevedo / D.R.

A FIDESTRA - Associação para a Formação, Investigação e Desenvolvimento Social dos Trabalhadores, juntamente com o EZA e com o apoio da União Europeia, inicia esta sexta-feira em Faro, e até domingo, o Seminário Internacional “Impacto da pandemia de coronavírus no emprego e nos assuntos sociais - Setor de turismo: o rosto da precariedade laboral”.

A iniciativa vai ser transmitida em modo virtual e presencial no hotel Eva Senses, em Faro. A escolha da cidade deve-se ao alto peso que o turismo integra na economia e vida dos cidadãos algarvios.

A sessão de abertura acontece na manhã desta sexta feira com a presença de Maria Reina Martin, secretária executiva da FIDESTRA, Adriano Guerra, vereador da Câmara Municipal da Faro e Piergiorgio Sciacqua, co-presidente do EZA, em modo virtual.

“Turismo, pós Covid 19, perspetivas e mudanças” é o nome dado à conferência de abertura, acompanhada pela participação de Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do turismo.

O seminário tem data de início a 30 de abril e de finalização a 2 de maio. Ao longo dos dias, várias entidades e profissionais do Algarve têm a oportunidade de participar no debate e partilhar a realidade problemática para que surjam alternativas favoráveis a uma recuperação.

A iniciativa tem como missão avaliar o impacto da pandemia no setor do turismo em diversos países e perceber as quebras drásticas e perdas de emprego. As medidas tomadas relativamente a esta problemática, a nível nacional e europeu são outro tema a ser debatido entre os diversos profissionais ligados ao setor. A partilha de estratégias de possível atuação e desenvolvimento nos próximos anos é o ponto com mais destaque nestas reuniões.

A FIDESTRA é uma associação que tem como fim a “formação e desenvolvimento integral das pessoas e dos (as) trabalhadores (as) em geral, no âmbito dos princípios consagrados no Modelo Social Europeu, em particular e preferencialmente de todos (as) aqueles (as) que sejam oriundos (as) e/ou que estejam inseridos (as) em famílias, agregados, grupos étnicos, comunidades e/ou estabelecimentos ou instituições em que se verifiquem situações de pobreza e/ou marginalidade”, segundo a sua página oficial.

A ERZA é uma organização social que se compromete a educar trabalhadores, juntamente com os 70 centros membros em 29 países europeus. Une organizações de trabalhadores, sindicatos e instituições educacionais.