Sociedade

Bandeira Azul 2021. Algarve continua a liderar o ranking (consulte o mapa nacional interativo)

Expresso

29-04-2021

Das 372, há 330 zonas balneares costeiras e 42 interiores premiadas pela Associação Bandeira Azul da Europa. São mais 12 que no ano passado. O anúncio foi feito na Direção de Faróis, sob o lema de preservar o mar e os seus ecossistemas

Já não é só a costa portuguesa que está pintada de azul, também “o mapa interior do país começa a estar azulinho”, diz satisfeita Catarina Gonçalves, coordenadora nacional da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), apontando para o aumento de concelhos do interior do país que também já podem içar uma bandeira azul numa praia fluvial.

As 372 praias galardoadas em 2021 estão distribuídas por 98 municípios, cinco dos quais nunca antes se tinham candidatado (Fafe, Oleiros, Avis, Beja e Óbidos) e, destes, quatro são no interior do país. Estes dados levam Catarina Gonçalves a sublinhar que “se mantém a tendência de investimento e desenvolvimento da qualidade das águas balneares interiores”.

Portugal ocupa o segundo lugar em quantidade de praias interiores (são 42 as fluviais) e o sexto lugar no ranking dos 53 países com maior número de bandeiras azuis a içar (as costeiras são 330). Este ano são mais 12 a ser erguidas do que em 2020, e mais do quíntuplo das que foram erguidas em 1983, quando Portugal entrou nesta corrida (eram então 71).

PRAIAS COM BANDEIRA AZUL

No continente, o Algarve continua a liderar o ranking do número de bandeiras azuis, com 87 praias, todas costeiras (as mesmas do ano passado). Segue-se a região Norte, com 79 (7 fluviais) e contando com: a entrada de Luzia Mar, em Viana do Castelo, e da Albufeira da Queimadela, em Fafe; a reentrada de Pedras Brancas e Angeiras Norte, em Matosinhos, mas também a saída de Azul-Conchinha, em Leça da Palmeira.

Em terceiro lugar está a região do Tejo e Oeste, com 62 praias galardoadas - 50 costeiras e 12 fluviais -, das quais seis são novas (Clube Naval de Avis; Alvares, em Góis; Açude do Pinto, em Oleiros; Areia Branca Foz, na Lourinhã; Bom Sucesso e Rei Cortiço, em Óbidos) e perdeu uma (praia da Pampilhosa da Serra).

No Centro contam-se 46 praias, das quais 29 costeiras e 17 fluviais. Entrou uma nova, a praia fluvial do Rebolim, em Coimbra; reentrou a de Aldeia Viçosa, na Guarda; saíram duas (Avô, em Oliveira do Hospital; e Canaveias, em Góis).

No Alentejo são 37 as praias galardoadas, das quais só seis são fluviais. Há uma nova (Cinco Reis, em Beja), uma reentrada (Morgavel, em Sines) e uma saída (Vasco da Gama, em Sines).

AÇORES

Nas ilhas, todas as praias galardoadas são costeiras. Somam-se 45 no arquipélago dos Açores. Morro, na Povoação, e Poças da Ribeira, na Ribeira Grande, ambas em São Miguel, são as duas novas; e Baixa da Areia, em Lagoa, a reentrada.

Na Madeira são ao todo 16 as praias que podem içar a Bandeira Azul, contando com a reentrada da Calheta, e a saída das praias do Areeiro, em Câmara de Lobos, e a de Ponta Delgada.

Houve ainda 16 portos de recreio/marinas e 11 embarcações ecoturísticas os galardoadas com Bandeira Azul pelo Júri Internacional, designadamente: a Marina de Gaia, e Doca de Sto Amaro e Porto de recreio, em Oeiras; a Marina de Tróia; o Porto de Recreio de Sines; as marinas de Lagos, Portimão, Albufeira, Vilamoura, no Algarve; a marina do Funchal e o porto de Recreio da Calheta, na Madeira; e as marinas de Angra do Heroísmo, Horta, Vila do Porto, Ponta Delgada; Praia da Vitória, nos Açores.

MADEIRA

Segundo a ABAE, “a evolução do número de praias é também consequência do excelente desempenho que os promotores tiveram na época balnear passada, no cumprimento de regras de segurança, para que todos pudessem usufruir da excelência das nossas praias”. Catarina Gonçalves lembra que “ir à praia em segurança significa cumprir todas as normas associadas ao combate à covid-19 definidas pela Direção-Geral da Saúde, mais do que ter cuidado com o mar ou com o sol”.

A “Recuperação de Ecossistemas” é o tema escolhido para este ano pela ABAE, já que este é também o início da década definida pela ONU (2021-2030) para a recuperação da funcionalidade ecológica dos ecossistemas destruídos ou ameaçados e para o reforço da sua capacidade de proteção da biodiversidade e de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

A apresentação das Bandeiras Azuis 2021 foi feita pela ABAE, esta quinta-feira, na Direção de Faróis, para sublinhar a parceria da Direção-Geral da Autoridade Marítima como membro do Júri do Programa Bandeira Azul, desde o início e pelo seu “papel na divulgação do património marítimo e no trabalho, crucial, de preservação do Mar e dos seus ecossistemas.


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