Sociedade

Notas 3º período: "Dificilmente um professor dará uma nota inferior" ao 2º período

Filipe Vilhena

Henrique Dias Freire

24-05-2020

O regresso das aulas presenciais trouxeram preocupações quanto às avaliações do 3º período e à preparação para os exames nacionais dos alunos do 11º e 12º anos. José Lemos de Sousa afirma que, no período final, "dificilmente um professor dará uma nota inferior" ao 2º período

As avaliações do 3º período e a preparação para os exames nacionais continuam a ser uma preocupação de alunos, país, encarregados de educação, professores e diretores. As aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos, em algumas disciplinas, foram retomadas na passada segunda-feira.

José Lemos de Sousa falou com o Expresso e lembrou que "os alunos, seja em que circunstância for, são avaliados pelos elementos recolhidos pelos professores. Todos têm as notas do 2º período atribuídas".

O presidente do Conselho das Escolas afirma ainda que "dificilmente um professor dará uma nota inferior, a menos que o aluno, de forma propositada ou dolosa, se ausente. Quanto muito poderá valorizar num ponto um aluno que se esforçou mais no 3º período. É esta a orientação que dou aos professores".

EXAMES NACIONAIS CONTAM PERGUNTAS COM MELHOR PONTUAÇÃO

Um documento publicado pelo IAVE recentemente explica que "os alunos poderão responder a todos os restantes itens de cada prova, sendo contabilizadas para a classificação final as respostas aos itens em que os alunos obtenham melhor pontuação, num número a estabelecer de acordo com a especificidade de cada prova e a divulgar oportunamente".

Assim, serão cinco os itens de resposta obrigatória; dos 15 restantes, todos terão a mesma cotação e os alunos estão livres de responderem. Porém, "apenas serão considerados para a classificação final da prova os 10 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação".

DICIONÁRIOS SERÃO PERMITIDOS

Quanto aos exames de língua estrangeira, os alunos podem utilizar dicionários. Este adiamento "pressupõe o reconhecimento de que, no atual contexto letivo, a possibilidade de consulta do dicionário poderá contribuir para minimizar situações de desigualdade no desenvolvimento vocabular relativo aos vários aspetos temáticos previstos no currículo".

ALUNOS E PROFESSORES SEM MEDO DO REGRESSO ÀS AULAS PRESENCIAIS

Em resposta à Lusa este sábado, o gabinete do Ministério da Educação (ME) revelou que “cerca de 90% dos alunos estiveram presentes durante esta primeira semana de aulas presenciais.”

Os professores também não faltaram neste regresso às escolas, que se passou a fazer segundo orientações da Direção-Geral da Saúde para tentar reduzir ao máximo o perigo de contágio.

“A comunidade educativa tem respondido de forma verdadeiramente expressiva na atual fase de abertura parcial do ensino presencial. Nos últimos dias, estiveram presentes a quase totalidade dos docentes previstos”, afirmou o ME.

São tempos de mudança e, sem dúvida, será esta a maior prova que todos os alunos terão de passar. O ensino adaptou-se à pandemia e as aulas já decorrem a todo o gás, para preparar os alunos para os exames nacionais.