Sociedade

Reino Unido: Idosos obrigados a assinar ordens de não reanimação. Cuidados iriam ser dirigidos aos jovens

Filipe Vilhena

Henrique Dias Freire

06-04-2020

Está a causar polémica no Reino Unido a documentação que obrigada os idosos a abdicarem dos serviços de urgência e das tentativas de reanimação para reiniciar o batimento do seu coração ou a sua respiração

Aconteceu no País de Gales. O Serviço Nacional de Saúde foi obrigado a um pedido de desculpas, depois do centro de saúde perto de Port Talbot ter recomendado os pacientes com outras doenças a assinarem cláusulas de «não-reanimação» (DNAR - Do Not Attempt Resuscitation)

A carta dizia: "gostaríamos de pedir-lhe que preenchesse um formulário DNAR que possamos partilhar com os serviços de saúde locais. Isto significa que, em caso de deterioração repentina da sua condição devido a infecção com covid-19, os serviços de urgência não serão chamados e não serão realizadas tentativas de reanimação para reiniciar o batimento do seu coração ou a sua respiração". A noticia é avançada pelo The Guardian.

A mesma tentava convencer os utentes de que os recursos eram escassos e deveriam ser direcionados aos mais jovens, com boa forma física e que tinham maior probabilidade de sobreviver. Além disso, o documento dizia que sendo chamada ajuda, os profissionais de saúde estariam a correr risco de contágio e, por isso, seria melhor não o fazer.

O caso exposto ao The Guardian deriva da preocupação das famílias e dos médicos que seguem algumas destas pessoas, uma vez que as hipóteses de ajuda aos mais velhos, estariam vedadas.

A prática foi considerada inaceitável pela Comissão da Qualidade de Cuidados, organismo britânico que escrutina os cuidados de saúde. A situação está a ser resolvida.