Saúde

Covid-19: Tavira sai do nível de alerta após duas semanas

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Lusa

04-06-2021

Ana Paula Martins, presidente da autarquia tavirense, agradece a todos que contribuíram para controlar o surto e impedir Tavira de regredir no desconfinamento

Tavira saiu do nível de alerta onde esteve nas últimas duas semanas devido a um surto numa exploração agrícola e Ana Paula Martins, presidente da Câmara Municipal, agradece a todos que contribuíram para a mudança de situação.

"Esta saída deveu-se ao trabalho sério e incansável da equipa de saúde pública bem como das entidades da subcomissão de proteção civil (GNR, PSP, Policia Marítima, SEF, Proteção Civil e Ação Social Municipal, Cruz Vermelha, Segurança Social) que nestes 15 dias realizaram centenas de testes, identificaram cadeias de transmissão e isolaram infectados e contactos de risco", enaltece a autarca na sua página de Facebook.

Ana Paula Martins acrescenta que "foi activada a Zona de Apoio à População no Parque de Feiras, entretanto já desactivada, de modo a garantir o cumprimento do isolamento profilático e foi fornecido apoio alimentar a infetados e não infetados".

"Tudo foi feito para controlar o surto e impedir Tavira de regredir no desconfinamento. A todos o meu enorme agradecimento", conclui.

Trabalhadores agrícolas transferidos para Zona de Apoio à População de Tavira

Seis trabalhadores agrícolas com covid-19 foram encaminhados no passado dia 17 de maio para a Zona de Apoio à População (ZAP) de Tavira, que reabriu para acolhê-los devido à falta de condições para isolamento nas suas habitações, disse à Lusa a presidente da autarquia.

“Foram transferidos seis indivíduos para a ZAP, de duas habitações diferentes, e vão ficar por lá. Já foi feita a avaliação médica e, por enquanto, está tudo bem. Vamos ver como evolui agora a situação”, afirmou Ana Paula Martins, presidente daquela autarquia do distrito de Faro.

A autarca justificou a decisão - tomada hoje depois de uma visita das autoridades de saúde às duas habitações particulares onde os trabalhadores estavam alojados -, com o facto de “uma das casas ter apenas uma casa de banho e não haver quartos individuais para se fazer o isolamento dos infetados”.

Segundo Ana Paula Martins, o objetivo é, também, “garantir que [os trabalhadores] não saem” dos locais onde estão em isolamento, porque “as forças de segurança fazem rondas periódicas, mas não podem estar presentes nos locais em permanência”.

No dia anterior, a autarca tinha antecipado a possibilidade de a ZAP do parque de feiras e exposições de Tavira ser reaberta depois de terem sido detetados sete casos de covid-19 entre trabalhadores agrícolas.