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Hotelaria lamenta decisão do Reino Unido e alerta para impactos

04-06-2021

A decisão, anunciada na quinta-feira e que entra em vigor a 8 de junho, volta a obrigar os cidadãos que regressem de Portugal a cumprir quarentena de dez dias no regresso

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) lamentou hoje a decisão do Governo britânico de retirar Portugal da “lista verde”, classificando-a como incompreensível, e alertou para os impactos da exclusão para o setor do Turismo.

“A decisão do Governo britânico de retirar Portugal da lista verde é uma péssima notícia, que não se compreende”, defendeu, em comunicado, o presidente da AHP, Raul Martins.

Para a associação, apesar do número de casos de infeção por covid-19 ter subido, Portugal está abaixo dos “parâmetros mínimos” exigidos pela União Europeia para viagens turísticas, acrescentando que o número de infetados pela variante nepalesa é reduzido.

“Seguramente a questão da saúde pública não serve como justificação para esta decisão”, vincou.

A decisão, anunciada na quinta-feira e que entra em vigor às 04:00 de 08 de junho, volta a obrigar os cidadãos que regressem de Portugal a cumprir quarentena de dez dias no regresso.

A AHP disse ainda que a exclusão de Portugal da “lista verde” do Reino Unido vai ”prejudicar gravemente” o setor do Turismo e a operação hoteleira.

“Esta decisão irá comprometer seriamente toda a operação de verão porque, recordo, os britânicos são o nosso principal mercado e as unidades hoteleiras, particularmente no Algarve e na Madeira, começaram a registar cancelamentos massivos”, concluiu Raul Martins.

A AHP é uma associação patronal, cujos associados representam mais de 65% do número de quartos da hotelaria nacional.

O Governo britânico justificou a descida de Portugal para a 'lista amarela' com “a taxa de positividade” que “quase duplicou desde a última revisão em Portugal” e com “uma espécie de mutação do Nepal”, da variante detetada em território indiano, explicou o ministro dos Transportes, Grant Shapps.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.704.003 mortos no mundo, resultantes de mais de 172 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.029 pessoas dos 851.461 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.