Desporto

Surfistas algarvia Yolanda Hopkins Sequeira garante lugar nos Jogos Olímpicos

06-06-2021

Yolanda é uma algarvia, filha de mãe britânica e pai português, que nasceu em Faro e sempre viveu em Portugal. Vai representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio

A farense Yolanda Hopkins Sequeira acaba de conquistar um lugar na estreia olímpica do Surf em Tóquio ao passar à final de qualificação dos Jogos Mundiais de Surf que decorrem até este domingo, em El Salvador.

Com a qualificação para a final, Yolanda Hopkins Sequeira garante o lugar no 'top 7 deste evento, o mais importante na corrida para Tóquio, e, automaticamente, a qualificação olímpica.

A algarvia garante assim um lugar entre as sete melhores deste evento da Associação Internacional de Surf (ISA), em El Sunzal e La Bocana, a última prova de qualificação para Tóquio2020, que vai marcar a estreia da modalidade no programa olímpico.

Foto D.R.

Portugal pode conseguir o pleno olímpico e qualificar o máximo de quatro surfistas para Tóquio2020. A seleção lusa luta ainda pelo título coletivo neste Mundial ISA que termina este domingo, 6 de junho, em El Salvador e também por medalhas individuais.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 realizam-se de 23 de julho a 08 de agosto de 2021.

Foto André Neto D.R.

QUEM É YOLANDA HOPKINS?


Yolanda é uma algarvia, filha de mãe britânica e pai português, que nasceu em Faro e sempre viveu em Portugal.

É conhecida no mundo do surf por Hopkins e apenas começou a usar o nome Sequeira em Portugal, há dois anos, porque toda a gente pensava que ela era estrangeira.

Porque as ondas na costa sul do Algarve, segundo ela, “não são constantes e a variedade é mínima”. Logo, treina na zona de Sines, onde o seu treinador inglês tem um surfing camp e onde “há todo o tipo de ondas que posso encontrar em qualquer campeonato: ondas em rochas, ondas tubulares, ondas moles, ondas duras, beach-breaks, reef-breaks, de tudo”.

Yolanda é uma surfista que vai para o mar todos os dias. “Não interessa se há ondas de 10 metros ou de 20 centímetros. Encontro sempre um sítio para surfar. Além disso, o treino de uma surfista profissional não é só dentro de água. Também temos treinos físicos e psicológicos, que logicamente são fora de água”.

Yolanda estava na sua melhor forma, quando apareceu o covid e lhe travou o percurso.

“Acabei o ano de 2019 muito bem, tinha sido campeã nacional e tinha acabado de ganhar um dos primeiros campeonatos mundiais. Comecei 2020 com vários desempenhos muito bons na Austrália e na China. Cheguei a estar no TOP 8 mundial, quando temos de estar no top 6 para qualificar. Estava quase lá”.

Teve um campeonato na Austrália que correu mal e a trouxe do 8º para o 26º lugar. Arrancou logo para um campeonato de 10.000 na Nova Zelândia, estava preparada e muito focada “a surfar o meu surf”. Sentia-se bem. Foi cancelado na véspera da data prevista para o início, por causa do covid. “Estava a tentar qualificar-me para os Jogos Olímpicos em 2020, mas tudo parou”.

Entretanto, Yolanda foi treinando e foi-se preparando para quando a oportunidade surgisse. E surgiu agora, no Campeonato do Mundo em El Salvador, onde se apurou para representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Uma atleta algarvia nos Jogos Olímpicos, a primeira na modalidade surf.