Desporto

Pedro Pinho suspenso por 20 dias após agredir jornalista

29-04-2021

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol instaurou um processo disciplinar ao empresário de jogadores pela atuação em Moreira de Cónegos, em que o agente é acusado de ter agredido um repórter de imagem da TVI

Foto D.R.

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) instaurou um processo disciplinar a Pedro Pinho por “alegadas agressões praticadas contra jornalista” e suspendeu preventivamente o agente por 20 dias, anunciou hoje o organismo.

“Instauração de processo disciplinar a José Pedro Silva Maia Pinho, por deliberação da Secção Profissional, de 28 de abril de 2021, tendo por objeto alegadas agressões praticadas contra jornalista. Determinou-se a medida cautelar de suspensão preventiva do agente desportivo pelo prazo máximo de 20 dias regulamentarmente admissível”, lê-se num comunicado do CD da FPF.

O organismo acrescentou que o processo foi hoje enviado à Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, “ficando excluída a publicidade até ao fim da instrução”.

No mesmo comunicado, o CD da FPF revelou que, após uma participação da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), também instaurou um processo disciplinar ao FC Porto e ao seu diretor de comunicação, Francisco J. Marques, por “declarações proferidas na comunicação social, sob o enfoque das ofensas à honra ou consideração de agentes desportivos”.

A alegada agressão do agente Pedro Pinho e as declarações do FC Porto e do seu diretor de comunicação aconteceram na segunda-feira, após o empate dos ‘dragões’ no terreno do Moreirense (1-1), num encontro da 29.ª jornada da I Liga que deixou os campeões nacionais a seis pontos do líder Sporting.

No final do jogo, o técnico Sérgio Conceição foi expulso, por protestos junto do árbitro da partida, e foi suspenso por 21 dias, tendo igualmente que pagar uma multa de 10.200 euros.

Por essa razão, o técnico portista vai falhar os próximos quatro jogos da sua equipa (Famalicão, Benfica, Farense e Rio Ave) e regressa na última jornada do campeonato, diante do Belenenses SAD.


ERC repudia "categoricamente" clima de intimidação e violência sobre os media


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) repudiou esta quarta-feira "categoricamente" o clima de intimidação e violência que os media possam estar sujeitos no exercício da sua atividade e apelou para a intervenção "pronta e firme" das autoridades policiais.

Em comunicado, o Conselho Regulador da ERC salienta que "tomou conhecimento, com particular preocupação, dos acontecimentos que se seguiram ao desafio de futebol realizado entre o Moreirense FC e o FC Porto, no dia 26 de abril de 2021, em que se encontrava em exercício de funções um profissional de comunicação social, que se viu impedido de realizar o seu trabalho em condições de segurança profissional e pessoal, situação suscetível de condicionar a liberdade de informação".

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social "repudia categoricamente o clima de intimidação e violência a que os profissionais da comunicação social possam estar sujeitos no exercício da sua atividade, apelando à intervenção pronta e firma das autoridades policiais, desportivas e judiciais, para que se evite, no futuro, a repetição destas situações", lê-se no comunicado.

O repórter de imagem da TVI Francisco Ferreira sofreu na segunda-feira à noite, em Moreira de Cónegos, distrito de Braga, uma agressão que teve "como protagonista o empresário de futebol Pedro Pinho", referiu a direção de informação da TVI na terça-feira, num comunicado em repudiou "veementemente" o ato.

A agressão aconteceu após o jogo disputado entre o Moreirense e o FC Porto.

A ERC junta-se, assim, a várias entidades, entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o Sindicato dos Jornalistas (SJ), a Associação dos Jornalistas de Desporto (CNID), a Associação Nacional de Agentes de Futebol (ANAF) e a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), juntamente com os clubes Sporting e Benfica, e o ministro da Educação, que condenaram o ato.

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