Ensino

Exames nacionais vão ter até ao triplo de perguntas obrigatórias. Saiba quais são

09-06-2021

Vai ser mais difícil ter notas muito altas nos exames do secundário deste ano de acesso ao ensino superior. “Não serão mais difíceis", mas há provas que vão ter o triplo de perguntas obrigatórias para haver “um maior equilíbrio” nos exames nacionais

Foto D.R.

Os exames nacionais de acesso ao ensino superior vão ser realizados em julho e nos mesmos moldes do ano passado, mas o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) aumentou o número de perguntas obrigatórias. O principal objetivo é evitar o “excessivo enviesamento” verificado nas notas do ano passado.

O presidente do IAVE, Luís Pereira dos Santos, esclarece, em declarações ao jornal “Público”, que os exames deste ano “não são difíceis", acrescentando que o grau de dificuldade das questões “está totalmente dentro dos padrões habituais” dos últimos anos. Contudo, em algumas disciplinas vai ser obrigatório responder até ao triplo das questões comparado com o ano passado.

“O que estamos a fazer é aquilo que tecnicamente se chama controlar o poder de discriminação da prova”, explica Luís Pereira dos Santos. O responsável explicita que este ano as avaliações foram feitas desde início a pensar no sistema em que há perguntas opcionais, caso que não se verificou nos exames do ano passado. O presidente do IAVE acredita que este ano vai haver “um maior equilíbrio” nas questões apresentadas.

O IAVE publicou, esta semana, as instruções de realização e cotação das provas, assim, sabe-se quantas perguntas serão obrigatórias em cada prova.

Na disciplina de Geografia A, os alunos terão de responder obrigatoriamente a 18 questões, mais 13 que há um ano.

Em Filosofia serão 12, o ano passado eram apenas quatro perguntas obrigatórias.

A Matemática A serão 11 perguntas obrigatórias, eram quatro há um ano.

A Português e a Física e Química serão o dobro das perguntas obrigatórias em comparação com o ano anterior. Português terá dez perguntas obrigatórias e Física e Química 16.