De acordo com dados divulgados pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), o número de condutores em Portugal com 80 ou mais anos que renovaram a carta de condução aumentou nos últimos seis anos. Só nos primeiros meses deste ano, foram contabilizados 80 027 pedidos de revalidação. Essa quantidade representa cerca de 11% do total de renovações, segundo as estatísticas do IMT.
Segundo avança o Jornal de Notícias, o crescimento deste grupo de condutores idosos tem sido acompanhado por diversas entidades ligadas ao sector automóvel, como o Automóvel Club de Portugal (ACP). Armando Costa, sócio do ACP desde a década de 70, afirma: “Estou sempre com o alarme ligado”. Aos 80 anos, e com a carta de condução renovada, explica que “evita fazer viagens de carro”, optando por percursos curtos quando necessário. Prefere o “comboio, o avião e o automóvel” ao uso de motas, veículo que nunca lhe agradou.
A renovação da carta de condução para pessoas com mais de 80 anos segue critérios específicos. De acordo com o IMT, essas renovações exigem a apresentação de exames médicos que comprovem as capacidades físicas e cognitivas adequadas para conduzir. Em Portugal, a idade é um dos fatores que determina a periodicidade para revalidar o documento, procurando garantir a segurança de todos os utilizadores da estrada.
Segundo informações disponíveis no site oficial do IMT e também no Portal do Cidadão (www.portaldocidadao.pt), existe a preocupação em fornecer aos condutores seniores instruções claras sobre o processo de renovação. As autoridades recomendam a realização de avaliações de saúde regulares e alertam para a importância de uma condução defensiva. Estudos internacionais, como os divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que a experiência de condução dos idosos pode ser uma mais-valia, mas requer maior atenção a reflexos e aptidões visuais.
Este aumento de condutores idosos reforça a discussão sobre a necessidade de programas de formação contínua e de sensibilização rodoviária para a população acima dos 80 anos. Especialistas defendem que o acompanhamento clínico e a avaliação periódica das capacidades de condução podem minimizar riscos na estrada. Com o envelhecimento progressivo da população portuguesa, o desafio passa por garantir que todos, independentemente da idade, possam conduzir em segurança.
Leia também: Já ouviu falar do sinal de trânsito H42? Saiba o que significa